quinta-feira, 12 de março de 2009
Querem acabar comigo!
A magra vitória deu ao Tricolor a condição de continuar acreditando no título da competição continental. Mostrou também que, se um empate ou uma derrota acontecesse, não passaria pelas trapalhadas do professor Juarez.
Aliás, o jogo contou com um fato novo: Tcheco foi substituído. Sim, isso mesmo. Roth tirou Tcheco, mal no jogo, para a entrada de Makelele, que aplicou uma nova carga de gás no time. Ao final o Grêmio parecia bem menos cansado que o Boyacá, apesar da altitude de quase 2.800 metros. Já Alex Mineiro, mais uma vez, decepcionou. Tem um toque de bola refinado, mas faltam os gols que se esperam de um atacante como ele.
Agora são três jogos consecutivos pelo Gauchão. Se ainda quiser buscar algo no Estadual vai ser preciso correr muito nestas partidas e, logicamente, acertar o alvo. Do contrário, a agonia de Roth continua. Com resultados positivos o treinador ficará mais prestigiado pela direção.
A torcida aguarda, receosa...
terça-feira, 10 de março de 2009
A decisão é agora!
Não que este time esteja desacostumado com situações como esta, pelo contrário. Está inerente à história do Grêmio desde seu princípio. Mas 90 minutos podem decidir o que será feito no decorrer do ano inteiro.
Servir em uma bandeja a cabeça de Roth a torcida após um fracasso pode acalmar, mas não resolve os problemas. Elimina um, mas cria outro: quem vai comandar uma equipe sedenta por vitórias e títulos? Se os três pontos forem conquistados Roth fica, e a novela continua até o jogo diante dos bolivianos.
Entre a cruz e a espada está o torcedor, a América, quissá o Mundo. No Olímpico uma bomba-relógio prestes a explodir. Se isso acontecer muita coisa muda. Só não muda a esperança do torcedor gremista em dias melhores. Esta é eterna.
segunda-feira, 9 de março de 2009
Que força sustenta o Celso Roth?
A permanência insistente de Celso Roth está se transformando numa enorme interrogação. De tão inexplicável, justifica todo tipo de especulação, hipóteses esdrúxulas e teorias conspiratórias.
Não há o que explique, por exemplo, a forma como Roth se refere aos torcedores. Trata-os como uma turba irracional que só quer ganhar. E é verdade, a torcida só quer ganhar, porque é o que tem que fazer. Mas tem razão para querer ganhar porque é ela que sustenta o clube com suas mensalidades, a compra de camisas e acessórios, assinaturas de TV a cabo e por aí afora. Mas para Roth parece haver uma sabedoria maior que justifica perder, ainda que sucessivamente. Uma lógica “profissional” que faz com que “trabalho desenvolvido” valha mais do que títulos e conquistas.
A história de fracassos de Roth é notória. Os dirigentes relevaram de forma inexplicável os dois fiascos com que ele se apresentou no ano passado (Gauchão e Copa do Brasil) e investiu nele no Brasileirão. O que não dá para entender é como avaliam positivamente a campanha no campeonato nacional. Um time que tinha 12 pontos de vantagem aberto chegar em segundo só se admite no Grêmio. Em outro lugar o técnico seria queimado em praça pública. Mas no Grêmio ele, inclusive, ganhou generoso aumento.
Há evidências de que a vaca está indo para o brejo. Nota-se no nervosismo do time que há algo acontecendo dentro do vestiário que a gente não enxerga. Há algum tipo de crise corporativamente velada pela comissão técnica e pelos atletas. Talvez o problema que Roth edificou seja maior do que ele mesmo.
O dilema Libertadores-Gaúchão é falso. Um discurso sem sentido. Mesmo com times mistos ou reservas o Grêmio tem obrigação de vencer. Simplesmente porque o time reserva tem nomes que seriam titulares na maioria dos times do Brasil. Orteman, Herrera, Maxi Lopes, Douglas Costa, Jadilson, só para citar alguns. Então, se o time leva goleada do Santa Cruz, é porque alguma coisa está diferente do que devia. Porque a cultura tática, a pegada do time, o compromisso e até o entrosamento devem estar “na ponta dos cascos” sempre. Não pode haver um Grêmio para as Américas e um para o RS. Tem que ser o Grêmio. E ponto.
Mas as respostas da diretoria do Grêmio com relação a Roth são inquietantes, benevolentes, conciliadoras. Parece que está tudo “dentro de um planejamento” como costumam repetir. Com relação ao jogo de quarta, na Colombia, falam em “conquistar pontos”, o que em bom português significa que um empate está bom.
Desconfio que gritar “fora Roth” já não basta. Talvez o caso seja FORA ROTH E SEUS PADRINHOS.
domingo, 8 de março de 2009
Eu gosto do azul
A rotina da família paterna de Amanda acabou levando a menina para o caminho deles, o do Grêmio. Ganhou uma camisa do time, quando acompanhava o Campeonato Brasileiro apenas pela corrida dos cavalos, apresentada semanalmente no Fantástico. Uniformizada, assistia os jogos no bar do Grêmio. Naquele bar, o pai conheceu uma legião de torcedores, e com eles foi acompanhar o jogo contra o Coritiba, em Porto Alegre.
Aquela foi a primeira viagem longa de Amanda. Sim, ela viajou mais de oito horas para ver o Grêmio jogar. No ônibus, a torcida passou a noite cantando. Amanda não reclamou: tocou o bumbo e cantou todas as canções com eles até que, cansada, dormiu. O pai passou o dia envolvido com os tramites da excursão. Na hora do jogo, atenção total à menina. Pai e filha estavam finalmente no Olímpico Monumental, e os dois vestiam o manto azul. Seria perigoso para Amanda ficar na Geral, mas o pai a colocou nos ombros.
No estádio, Amanda cantava as músicas que havia aprendido no bar e também durante a excursão. O Grêmio tinha feito uma boa partida: Tcheco e Héverton marcaram para o time porto-alegrense. Ariel Nahuelpan descontou para o Coritiba. Aquele resultado podia não significar muito para Amanda. A emoção de assistir um jogo, sim. Já nas arquibancadas, Amanda puxou a camisa do pai. Os olhos da menina estavam marejadas tamanha era a festa da torcida do Grêmio. Com a voz doce que lhe é peculiar, Amanda disse ao pai: “eu gosto do azul”.
quinta-feira, 5 de março de 2009
Esperando, esperando...
Deixa o Celso Roth para ver onde vai dar...
Tenho dito.
terça-feira, 3 de março de 2009
E se a canoa virar?
O mercado está bastante escasso de treinadores qualificados. Fica ai a oportunidade para as sugestões de vocês. Opinem!
segunda-feira, 2 de março de 2009
As esperteza de Roth
Gremistas criam blog para exigir saída de Roth
Escrito
domingo, 1 de março de 2009
Retranca intelectual

Sua fama de retranqueiro ultrapassa o limite das táticas de jogo. Roth sofre de uma espécie de “retranca intelectual”, de uma incapacidade de articular pensamentos um pouco mais complexos do que o óbvio. Ideias antigas (e poucas) de postam em frente à mente do professor com volantes toscos e não o deixam pensar um time moderno, eficiente, compacto. O Brasileirão do ano passado mostrou a falta de repertório do técnico, a ausência de recursos do conhecimento. O jogo de estreia na Libertadores foi um compacto da falta de alternativas técnicas.
Com falas esquisitas, evidencia a sua incapacidade de situar-se nos momentos do time, de entender o que é o Grêmio e o que é futebol. Vejamos algumas asneiras que o professor disparou na sexta-feira. “O grenal importa pouco. Eles (a torcida) querem ganhar tudo”. Então, porque jogou? Porque não escalou os reservas? Foi assim que ele “motivou” o time para entrar em campo?
Perdeu a possibilidade de assegurar a vaga na final do Gauchão e ter um mês para se preocupar só com a Libertadores. Agora, a sua teimosia, nos fará penar nos dois campeonatos, com grande possibilidade de fracassar nos dois.
Isto é a retranca intelectual. Mais séria do que a opção de entrar num grenal com apenas um atacante e com uma população de volantes.
Começou o ano perdendo dois grenais, perdendo dois preciosos pontos em casa na Libertadores (contra um time medíocre). O que falta para ver que não dá? Wagner Mancini foi demitido invicto no posto para dar lugar a este senhor. Porque a diretoria não tem a mesma ousadia para substituir este limitado de carteirinha?

