quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Sobre Professores e universitários

Um bando de universitários chilenos vieram curtir o final do carnaval em Porto Alegre. Em Porto Alegre? Pois é. Devem ter passado pelo Rio ou pela Bahia antes. Mas o objetivo principal destes fanfarrões era um curso intensivo de futebol que teriam com Professores tarimbados, matutos, na capital gaúcha. Talvez cansados após a folia, ou preocupados muito mais em fazer seu dever de casa do que em receber seu certificado de Libertador da América, os "chinelinhos", ops... chileninhos entraram na sala de aula abatidos, desmotivados, despreocupados.

Os Professores, estes sim, animados com a possibilidade de voltar ao momento mais alto do ano letivo, logo trataram de mostrar tudo que sabiam. E foi assim, a aula inteira: Mestres ensinando, e alunos desdenhando todo o conhecimento. Nem após o recreio os universitários voltaram mais bem-dispostos. Praticaram apenas seu instinto de defesa, sem qualquer atitude. Para os Docentes uma dificuldade ainda maior. Tanto esforço para transmitir seu conhecimento para uma turma de molóides, fechados, trancados, seria complicado, mas não impossível.

Mas o final da aula foi chegando... chegando... e o principal lição, aquela que realmente pode transformar um simples estudante em Libertador, não foi passada. E não foi por falta de tempo ou por esquecimento. Faltou prática aplicada ao método. Montaram a ementa mas não a cumpriram até a última linha. Talvez culpa do nervosismo da primeira aula do ano.

Ficou a sensação de que, mesmo sem a grande lição, este ano promete. Foram 90 minutos catedráticos e aguerridos. Tudo fruto do espírito Libertador inerente nas veias de quem leciona futebol de verdade há quase 106 anos no Monumental. Pecar pelo excesso de oportunidades perdidas acalenta o torcedor (ou ao menos deveria). Pior seria pecar pela falta. Ai sim qualquer universitário poderia ser um Mestre.

Um comentário:

Gastão Cassel disse...

Diego, és um incansável otimista.