quinta-feira, 4 de março de 2010

E os testes continuam

Com o início da Taça Fábio Koff já é possível analisar a maioria dos atletas e também o técnico Silas. O treinador se mostra um cara bastante tranquilo e que cobra sempre o máximo de cada jogador. Até agora procurou dar oportunidade a quase todos, dos mais jovens aos mais experientes, para, então, buscar a formação ideal. As lesões mais graves de Lúcio e Souza, além das de Borges (que deve retornar em 1 mês) e Leandro (que fica de fora por 6 semanas), fizeram com que Silas precisasse quebrar um pouco mais a cabeça, embora haja opções para cada um dos desfalques. Outro pecado do técnico talvez seja a demora para mexer na equipe durante os jogos. Ontem, durante um segundo tempo sofrível diante do Avenida, as duas últimas substituições saíram somente aos 35 minutos.

Chegamos ao mês de março com um esboço da equipe, mas com a chegada de atletas como Edilson, Rodrigo e Ozéia, o setor defensivo deve ser reformulado e testado até que se encontre uma configuração ideal para o setor. O problema está no tempo que será necessário para que este ideal seja alcançado.

Na meia cancha ainda não acertamos a marcação. Adilson e William Magrão estão retornando de lesão. Ferdinando é incansável, mas erra muitos passes, e o jovem Fernando começa agora a mostrar seu futebol. Mais adiantados, próximos ao ataque temos Hugo, que nem de longe lembra aquele da última passagem pelo Tricolor; Douglas, com bons passes mas sem empolgar; Maylson, um bom reserva e Mithyuê. Este último tem credencial de craque, mas ainda não recebeu a oportunidade de ter uma sequência de jogos. A única explicação que tenho é a cautela de Silas em lançar de vez o jogador. Mesmo que seja este o motivo, discordo do treinador. Os melhores precisam jogar, independente da idade e o acompanhamento psicológico precisa ser constante.

No ataque, Jonas tem dado conta do recado. De contrato renovado até final de 2011, o jogador se movimenta bem e se posiciona melhor ainda. Peca apenas na hora da conclusão. Os gols tem saído sim, mas acaba perdendo outros tantos, em lances cara-a-cara com a meta adversária. Já William, que fez sua primeira partida completa ontem contra o Avenida, mostrou que tem muita garra e determinação, porém teve que sair a todo instante da área para buscar a bola. Resultado: fez muitas faltas e não recebeu uma única bola limpa, redonda, em condições de finalizar a gol.

Sem ter ainda a formatação definida da equipe do Grêmio, Silas segue testando. E o futebol do time segue testando a paciência do torcedor. E este, por sua vez, continua sempre acreditando que as taças virão. O espírito é este mesmo.

2 comentários:

Gastão Cassel disse...

Diego, o que está muito estranho é este Silas. Não parece um perfil de "alma castelhana" que a gente reclama!

Diego Zucolotto disse...

Mas será que é o Silas que não tem esta alma ou é o time? Sou da opinião que ele ainda vai crescer no Grêmio e que é preciso deixá-lo trabalhar tranquilo. Do contrário, podem acabar comentendo um erro semelhante ao de quando demitiram o Mancini. Tá lembrado quem o substituiu?? Deus nos livre!