quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Tricolor baiano


Pronto! Eu estava sozinha em Salvador. Não conhecia ninguém e tinha, como contato, uma baiana que representava a empresa para a qual presto serviços. O sotaque de Ana Paula Lima revelava toda a carga cultural que carregava. Definitivamente, ela era uma legítima baiana. Mas, para ser baiana de verdade, esperava que Ana torcesse pelo Bahia ou Vitória. Surpresa. Ao entrar no carro dela, encontrei um pequeno chaveiro em formato do chinelo. Na estampa, a revelação: Ana era gremista. A minha maior dúvida era de como uma mulher, há quase três mil quilômetros de Porto Alegre, poderia torcer pro Grêmio. Surpresa de novo.
Ana Paula Lima é filha de um ex-jogador gremista. O nome dele? Carlos André Avelino de Lima. Ela me adiantou que ele tinha jogado no Grêmio na década de 70 e que provavelmente eu não conhecia.
- Ele é conhecido como André Catimba.
Pronto! Peguei meu celular e mandei uma mensagem ao meu pai que estava em Joinville. Diz meu irmão que ele quase teve um treco ao descobrir que eu estava perto de um dos seus ídolos.
- Aquele foi o melhor time que o Grêmio já teve —, disse meu pai, algum tempo depois.
Eder, Tarciso, Iura, Vitor Hugo, Tadeu. Aquela seleção tinha sido formada para que o Grêmio levasse o caneco do Campeonato Gaúcho de 1977. Aliás, com a conquista daquele título, o Grêmio quebrou a hegemonia do Internacional.
André Catimba não ficou muito mais tempo no Grêmio. Mas aquela passagem foi histórica: fez o único gol da decisão, dando o título ao imortal tricolor.
E para quem quiser relembrar: http://www.youtube.com/watch?v=-snbnri1vhc

Um comentário:

Gastão Cassel disse...

E tu não foste visitar o nosso centroavante histórico? Cadê a nossa entrevista exclusiva com ele?
Foi o nosso melhor ataque: Tarciso, André e Éder! E o velho Telê no comando!