
Como é bom entrar em campo no aniversário de 106 anos de imortalidade!
Poderia começar dizendo que "sou gremista desde pequenininha", mas infelizmente a frase não se encaixa na minha história com o Grêmio. Na verdade, eu competia com o imortal.
Há quatro anos eu conheci a pessoa que me ensinou a amar o tricolor, meu namorado Alessandro. Esse sim, gremista desde pequenininho. Em meio a tantas brigas eu, ciumenta, disputava a atenção do meu amor com os onze guerreiros em campo. Ele assistia a todos os jogos, falava do Grêmio, respirava Grêmio. Eu não entendia o por quê de tanto amor, ia junto. Com o tempo comecei a me deixar levar por aquele sentimento - sem dar o braço à torcer, claro.
Não consigo definir o que eu sentia ao estar no meio de uma torcida, que canta, que vibra, que grita e que apoia, ganhando ou perdendo. Percebi que eu passava a semana esperando chegar a hora do jogo do Grêmio.
Foi em julho de 2007 quando não consegui mais disfarçar. Minha ansiedade para assistir à final da Libertadores era tanta, que minhas mãos trêmulas denunciavam minha nova paixão. Nesse dia eu gritei, cantei, chorei e sofri com o tricolor. Gritei com tamanha intensidade para compensar todas às vezes que meu grito ficou preso por orgulho, por não querer me render ao gremismo. Naquele dia, mesmo com o 2º lugar, eu falei pra ele "Me dá uma camisa do Grêmio, quero usar!"
Me inseri na história do Grêmio a ponto de meu pai, palmeirense, rir alto e soltar um comentário machista ao me ver sozinha, gritando com o rádio: "Porra Carol, tu parece um guri louco!" Já não tinha - e não tem - mais volta. Agora sou eu quem pede para ver os jogos do imortal, que tem um espaço considerável na minha vida. E nesse espaço, espero contribuir e demonstrar esse sentimento que não se termina.
Parabéns pelos 106 anos de glórias, meu Grêmio!
2 comentários:
Carol,
Seja bem-vinda, nova Mosqueteira!
Aqui tua paixão tem espaço de sobra. pau no teclado!
meu amor, apenas te apresentei o imortal, a assim como nos foi amor a primeira vista!
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