quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Imperdível

Não dá para deixar de ver a postagem que o gremistão Felipe Lenhart fez no seu blog. Uma homenagem espetacular ao imortal Danrlei. Passe lá e emocione-se também.

Ps.: Neste período de entressafra é difícil manter o blog atualizado, pelo menos sem cair na chatice das especulações da mídia. Vamos que vamos, devagarinho, até a chaleira esquentar.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Final feliz.

Outra do Frank Maia.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Corpo mole?












Charge do flamenguista/avaiano Frank Maia, no jornal A Notícia.
Aproveite e conheça o divertido Blog do Frank.


quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

A hipocrisia veste vermelho (texto de Marcelo Aiquel)

Hipocrisia: Manifestação de fingidas virtudes, fingimento, falsidade. (fonte Michaelis, Moderno dicionário da língua portuguesa)

Tenho acompanhado, entre estupefato e incrédulo, as diversas “opiniões” e declarações que estão sendo jogadas ao vento por pessoas que deveriam ter – no mínimo – um pouco de sensatez, juízo, e, principalmente, boa memória, para não parecerem ridículos neste episódio envolvendo o jogo Grêmio e Flamengo, no próximo domingo.

A cada nova notícia publicada nos jornais e sites da internet, a cada nova entrevista divulgada na mídia, me deparo com coisas inacreditáveis, na sua maioria de lavra (autoria) de eminentes personagens do futebol e/ou da nossa sociedade.

O debate sobre a “obrigação” do Grêmio vencer o jogo (coisa que só foi capaz de fazer UMA única e solitária vez em 18 partidas disputadas fora de seu estádio, neste campeonato brasileiro, e assim mesmo contra o penúltimo colocado!) é recheado de frases dignas de um picadeiro circense:

De parte dos normalmente responsáveis dirigentes colorados, especialmente dos ilustrados Fernando Carvalho e Vitório Pífero, tenho escutado declarações que poderiam ser roteiro de uma comédia, não fossem pronunciadas de forma irresponsavelmente sérias. Intromete-se o presidente rubro na seara alheia sem nenhum pudor, esquecendo-se o nobre dirigente que há apenas um ano (01/11/08) bradou do alto da sua condição de comandante supremo do SC Internacional, antes da partida contra o São Paulo, em SP, que “o Inter cuida dos interesses do Inter....O Grêmio que cuide dos dele”, ao responder aos questionamentos sobre a escalação capenga de seu time contra o então rival do Grêmio na luta pelo título. Bem, certamente as coisas mudam muito em um ano, não?

Já o sempre educado, brilhante e culto advogado F. Carvalho vocifera com a ameaça de denúncia ao STJD. Só gostaria de lembrar que, caso o jurídico do co-irmão busque esta aventura processual diante do Tribunal que por eles mesmos foi taxado de inconfiável e parcial, há bem pouco tempo, não se esqueça de iniciar a peça vestibular do seu recurso informando ao eminente Auditor Presidente daquela Corte qual foi o resultado do enfrentamento entre o poderoso “campeão de tudo” e o mesmo Flamengo, na 7ª rodada deste campeonato (21/06/09) no Maracanã: Fla 4 x 0 Inter. Portanto, seguindo o bom senso, e sem contar os notórios fracassos do tricolor fora de casa, qualquer contagem abaixo da referida já tornaria a denúncia algo infundado. Ou não?

Já das figuras famosas da cultura regional e nacional, que não se negaram a externar sua opinião na ZH de hoje, 30/11, “pesquei” dois depoimentos hilariantes: o humorista Zé Castiel, provando que realmente é um mestre na sua arte, enxerga – agora, hoje, neste momento – o tradicional adversário como um “campeão do mundo” (e não mais o campeão da Copa Toyota, como costumeiramente brindava a conquista tricolor diante de seus amigos gremistas), e saúda a “imortalidade tricolor” qualidade que até ontem sempre foi motivo de chacota nos seus comentários.

O festejado Luiz F. Veríssimo, por sua vez, leciona que o Grêmio tem que pensar no Rio Grande do Sul e na sua história, a mesma que já foi alvo de inúmeras crônicas que, recheadas de bom humor e ironia (sua marca registrada), serviram de diversão aos torcedores vermelhos. Ou quem sabe ele, no alto de sua estupenda perspicácia, respondeu à entrevista com mais uma das suas bem lançadas piadas?

Tudo isto sem contar os inúmeros colorados que tenho o prazer de privar como bons amigos, e que – invariavelmente – abastecem a minha caixa de e-mails com gracinhas relacionadas aos insucessos do Grêmio, abusando inclusive do mau gosto na famosa alcunha de GAYmistas. Pois, desde ontem, os gaymistas se tornaram a última tábua de salvação para que o ano do centenário não termine como a velha china gaudéria que só conquista o gauchão! Ah, esqueci da grandiosa e importantíssima Copa Suruga.....

Diante disso, vejo – enternecido – os amigos colorados, de forma uníssona, implorar ao adversário uma conduta ética e moral, exatamente àquela que não foi a tônica de comportamento de seu próprio time em diversos episódios recentes, e que não merecem sequer ser citados aqui, mas notórios.

Só esquecem, os irmãos vermelhos, que estão exigindo do time do Grêmio e de sua direção algo que a própria torcida tricolor exigiu – em vão – durante todo o segundo semestre do ano: uma vitória fora de casa.

Ora, se os nossos combativos jogadores não deram nem a sua apaixonada e companheira massa torcedora este prêmio, por que razão recompensariam aos seus mais convictos rivais com tamanha honraria?

Bem, mas nas mensagens e esperanças carregadas de hipocrisia, que saúdam o “bravo imortal”, há uma luz de expectativa comovente.

Tão comovente que estou pensando em pegar um voo no domingo pela manhã, desembarcar no Rio e seguir direto até o Maracanã, para – quem sabe – assistir ao meu Grêmio repetir a façanha do Uruguai em 1950 e calar o super lotado estádio monumental, dando, de presente – afinal é natal – o título que o glorioso Internacional vem perseguindo há não menos do que singelos 30 ANOS!

Encerrando, apenas deixaria uma pergunta no ar: e se fosse o contrário, alguém, de sã consciência acreditaria em uma conduta diferente?

Com a palavra os nobres defensores do brioso co-irmão.

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Um 2010 diferente

Teimei em voltar a escrever sobre o Tricolor. Também pudera. Dizer o que? O momento ainda não é dos melhores, mas acalenta quando se percebe que algumas mudanças estão ocorrendo. A saída de Autuori não dependeu da diretoria. Embora sempre tenha defendido o treinador, suas estratégias não apresentaram o resultado esperado. Sua saída prematura em relação ao projeto de, pelo menos, dois anos no clube, pode ter significado um 2010 mais promissor ao Grêmio. A de Tcheco, esta sim, importante e fundamental para as pretensões do grupo. Como boa recordação do Tcheco fica somente a identificação dele com o clube. E só. Cheguei a ler de um torcedor que "ficará com saudade das cobranças de escanteio" dele. Que piada! era só Réver e Rafael Marques correrem para a área que ele cobrava a meia altura. Paro por aqui antes que as viúvas dele comecem a reinar...

O que mais me impressiona nas duas últimas semanas não é a quantidade de especulações, o que não é nenhuma novidade em se tratando de imprensa, sobretudo a gaúcha. Me refiro ao exagero de importância que se dá a quem será o novo treinador do Grêmio, em detrimento a possibilidade real do maior rival do Imortal ser campeão brasileiro. O bafafá vende mais jornal que o fato? Em se tratando de futebol, parece que sim. Impressiona mais ainda que as contratações estão sendo feitas em sigilo pela diretoria. Coisa rara.

E enquanto o técnico (torço pela escolha do Silas) e os reforços não vem, ficamos nós, torcedores, com o coração na mão. Na esperança de que a dupla Kroeff e Meira tenham competência e sejam felizes nas contratações. Mas há de ser um 2010 melhor sim, bem melhor! 

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Até quando vai a nossa dor gremista?

Está difícil escrever sobre o Grêmio. Há pouco o que dizer. Por isto reproduzo a crônica do Paulo Santana, de hoje, na Zero Hora. Acho que ela fala aos nossos corações tricolores desesperançados.

Reflexões doloridas

Fico pensando que sofro menos por mim do que por meus amigos nessa imensa dor que domina a todos pelo estado lastimável em que se encontra o Grêmio.

Tenho um amigo, o Pedro, que às vezes me telefona e não consegue esconder a mágoa profunda que envolve seu cérebro e seu coração pelos amargurados caminhos em que enveredou o Grêmio.

Os meus amigos gremistas que sofrem pelo Grêmio não ocultam também que mais lhes é pesada essa carga sentimental por constatarem a minha impotência e o meu desânimo: para eles, se o Paulo Sant’Ana não tem coragem de agir, nada mais lhes resta.

O que mais os apavora e a mim também amassa: a grandeza do Grêmio e as alegrias que o clube já nos deu. Como fomos felizes!

Imaginávamos que o Grêmio fosse sempre nos alegrar como fonte da nossa existência forte e saudável, torcedores que nos apoiávamos num grande clube!

Qual o quê! Vivemos nos últimos anos condenados a torcer por um clube pequeno, equivocado, azarado, mas com o azar dos ruins, dos desqualificados.

Até quando durará a nossa dor gremista? Até quando andaremos pela vida envergonhados e de cabeça baixa pelo que nos impõe o Grêmio?

Um dia vai cessar essa descrença. Um dia voltaremos a ser aqueles gremistas convictos de que não há ninguém maior que nós e que vale a pena amar o Grêmio sobre todas as coisas e não usar o seu santo nome em vão.

Poxa, no Dia de Finados, me lembrei de vocês, Lara, Camelinho, Mário Antunes da Cunha, Fernando Kroeff, Mário Caminha, Hermínio Bitencourt, todos mortos, mas tão vivos no registro da nossa memória e saudade.

Me lembrei de vocês. Fraco, impotente, fui buscar alguma energia nos mortos, desolado com os “vivos” que desgraçaram o Grêmio com a conivência da nossa omissão. Não adianta ficarmos execrando a esperteza dos que faliram o Grêmio: e o que fizemos para impedi-los de cometer esse crime? Nada.

A acusação também aponta contra nós.

Nós nos deixamos, todos, enganar por eles.

E assim restamos nós, parece até que à espera de um Messias, de uma onda espiritual avassaladora que varra todos os atos medíocres do Olímpico, do gabinete até o gramado.

E aqui estamos nós, gremistas, curtindo a nossa profunda e insuportável dor da energia desaproveitada.


*Texto publicado hoje, 09/11/09 na página 39 de Zero Hora.

domingo, 25 de outubro de 2009

Ruim com ele...

...pior sem!

Não tenho um sentimento definido. É uma relação de amor e ódio com o capitão. Eu grito, brigo, mando embora. Mas quando ele fecha a porta eu sinto falta.
Sem Tcheco (pelo menos hoje), o meio não é inteligente.

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Cabeça-dura

Tem gente que é cabeça-dura, não adianta. Ontem, no jogo com o Coritiba, já bastava o terceiro cartão amarelo de Maxi López, que ficaria fora do Grenal. Mas aí o super capitão Tcheco foi reclamar com o juiz. Moral da história: ele, que também estava pendurado, não joga no fim de semana. Agora pergunto: de que adianta reclamar depois que o juiz já deu o cartão?

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Preto no branco

Podia ser uma tragédia. Podia até ser o fim de um relacionamento de mais de dois anos. No fim, foi a queda do Grêmio na tabela do Brasileirão. Tudo isso porque torço pelo imortal tricolor enquanto meu namorado, Jouber, é corintiano. E no feriado foi inevitável assistirmos, pela primeira vez, aquela que poderia ser a maior guerra do nosso namoro: Corinthians x Grêmio. Eu estava fardada. Ele estreava a camisa roxa comprada uma semana antes. Assistimos ao jogo em um lugar público, e os olhares se dirigiam naturalmente para nós. O árbitro deu início à partida e em pouco menos de dez minutos o chute de Ronaldo passava apenas pelos olhos de Marcelo Grohe. Ouvi o grito de alegria do meu lado e nada pude fazer. Para amenizar, ganhei um beijo. Daí em diante, só deu Corinthians, para minha infelicidade. Ronaldo, no contra-ataque, passou para Jorge Henrique que entregou para o fenômeno. Dono de uma parte dos direitos federativos de Elias, Ronaldo não hesitou em entregar o gol ao "sócio". Não deu outra: Corinthians 2 x 0 Grêmio. Chega o intervalo. Enquanto me distraio com o sorvete, os olhares se voltam ao jogo São Paulo e Flamengo.

A disputa entre Corinthians e Grêmio começou amena. Com o pênalti de Jorge Wagner (São Paulo) em Toró (Flamengo), novamente a atenção foi desviada. Petkovic bate e perde a chance de fazer o gol. Ao meu lado, duas senhoras comem batata recheada ignorando totalmente as partidas do Brasileirão. O auxiliar manda voltar, afirmando que o goleiro Rogério Ceni se adiantou na hora da cobrança do pênalti. Seria a chance do Flamengo. Momento de decisão no jogo que passa na televisão pequena. No telão, bola parada e cobrança do capitão Tcheco. Ligeiramente volto a acompanhar Grêmio e Corinthians. Réver sobe e marca. É a redenção: grito, levanto e pulo. Em poucos minutos minha fúria é apagada pelo gol de Petkovic, no jogo São Paulo e Corinthians. Não faz mal. Ainda tenho esperanças da virada tricolor. Mas dessa vez, não deu pro Grêmio. Aliás, ficou tudo preto no branco. Só que dessa vez a faixa no meio tinha outra cor: roxo.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Pela paz nos estádios



A guerra tem que ser dentro de campo, hoje, na Arena da Baixada. Acredito que não se ganha jogo sem faltas, divididas e sangue na camisa. É por essa raça que o Grêmio leva o título de Imortal – e é essa raça que os torcedores esperam que o Grêmio volte a ter. Mas o sangue e a rivalidade não podem ultrapassar os gramados.

A minha última visita à Arena foi um desastre, começando pelo placar: o morno zero a zero. Pedras, armas, vidros quebrados e falta de policiamento era o cenário antes – e depois – do jogo. Torcedores invadiram um ônibus onde havia crianças e mulheres (uma estava grávida). Alguns guris saíram machucados ao tentar segurar a porta.

No final, ficamos presos quase duas horas em um corredor esperando o ônibus voltar da delegacia. A volta foi fria e silenciosa. Nunca esperei tanto para chegar em casa.

Isso tudo me faz pensar: quando tiver filhos, vou levar meus futuros gremistinhas ao estádio? A camisa tricolor não é à prova de balas.

domingo, 4 de outubro de 2009

Mais ou menos

Não há muito o que falar do Grêmio nos últimos tempos. Não há novidades num time em que se pratica um futebol correto e... mais ou menos. Isso mesmo: mais ou menos, morno, desmotivado, meia boca, mediano. Já disse em outro post que não é nada muito abaixo nem acima dos outros competidores do Brasileirão. Mas é mais ou menos.

O que mais me constrange é que o Grêmio está perdendo a cara de Grêmio. Não é aquele time copeiro, raçudo e de superação. Pratica um futebol correto, baseado num princípio tático e organizativo. Não é um bando de aloprados dando chutões, justiça seja feita. Mas cadê a raça? A pegada? A dividida?

Como um pêndulo, o Grêmio fez um vôo sem escala da mediocridade do outro técnico para a fleuma do Autuori e parece que perdeu no caminho o principal item de sua bagagem, justamente sua alma castelhana.

Não desmereço o trabalho competente do treinador. Só que a sua fala mansa e educada parece fora de lugar no Olímpico. Cogito que sua falta de empolgação se espraia para dentro de campo, onde os jogadores também ficam educados e fleumáticos.

Não é assim que o Grêmio ganha. Nunca foi. Nem vai ser com este futebolzinho mais ou menos.