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domingo, 20 de setembro de 2009

Foi dada a largada. Dá para acreditar.

Dificilmente o Grêmio vai encontrar outro adversário com tão poucas possibilidades técnicas quanto o Fluminense. A vitória por 5 x 1 foi como bater em bêbado (frase que cunho em desagravo ao Adilson). Se por um olhar técnico o jogo não disse muito para o tricolor gaúcho, pelo viés do cenário do campeonato, foi um jogo muito importante. É como se agora estivesse começando o certame para nós.
Faltando 13 jogos para o fim do Brasileirão, temos o melhor ataque e o goleador (Quem diria? Jonas!) do campeonato, estamos em 5º lugar, muito próximos do G4 ou, na linguagem que mais nos interessa, da Libertadores 2010.
E afirmo que estamos mesmo no páreo e nem o 1º lugar está fora de cogitação. Nunca chegamos a esta altura das coisas com um plantel tão parelho e equilibrado, nas qualidades e limitações. E como disse na semana passada, nenhum clube tem muito mais do que o Grêmio em elenco ou esquema de jogo. Ninguém!
Uma vitória sobre o Goiás na semana que vem, lá no Serra Dourada pode abrir o caminho em definitivo para a ponta de cima.
Então acredito que estamos começando mesmo o campeonato. Que dá para chacoalhar este clima morno que nos acompanhou durante o ano e começar a acreditar, a se emocionar, a secar com mais vigor o que estão por perto, a projetar mais um feito do Imortal.
E aí temos que dar créditos para o Autuori, que definitivamente não tem a cara do Grêmio, mas está conduzindo a coisa pelo bom caminho.
A arrancada está começando. Podemos acreditar.

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Tricolor baiano


Pronto! Eu estava sozinha em Salvador. Não conhecia ninguém e tinha, como contato, uma baiana que representava a empresa para a qual presto serviços. O sotaque de Ana Paula Lima revelava toda a carga cultural que carregava. Definitivamente, ela era uma legítima baiana. Mas, para ser baiana de verdade, esperava que Ana torcesse pelo Bahia ou Vitória. Surpresa. Ao entrar no carro dela, encontrei um pequeno chaveiro em formato do chinelo. Na estampa, a revelação: Ana era gremista. A minha maior dúvida era de como uma mulher, há quase três mil quilômetros de Porto Alegre, poderia torcer pro Grêmio. Surpresa de novo.
Ana Paula Lima é filha de um ex-jogador gremista. O nome dele? Carlos André Avelino de Lima. Ela me adiantou que ele tinha jogado no Grêmio na década de 70 e que provavelmente eu não conhecia.
- Ele é conhecido como André Catimba.
Pronto! Peguei meu celular e mandei uma mensagem ao meu pai que estava em Joinville. Diz meu irmão que ele quase teve um treco ao descobrir que eu estava perto de um dos seus ídolos.
- Aquele foi o melhor time que o Grêmio já teve —, disse meu pai, algum tempo depois.
Eder, Tarciso, Iura, Vitor Hugo, Tadeu. Aquela seleção tinha sido formada para que o Grêmio levasse o caneco do Campeonato Gaúcho de 1977. Aliás, com a conquista daquele título, o Grêmio quebrou a hegemonia do Internacional.
André Catimba não ficou muito mais tempo no Grêmio. Mas aquela passagem foi histórica: fez o único gol da decisão, dando o título ao imortal tricolor.
E para quem quiser relembrar: http://www.youtube.com/watch?v=-snbnri1vhc