terça-feira, 2 de junho de 2009

Não é o mesmo tom de Azul

O time do Grêmio continua igual. A mudança de treinador não resultou em qualquer mudança de atitude capaz de representar um melhor desemprenho da equipe em campo. Tudo bem, Autuori chegou agora e a implantação de sua metodologia de trabalho demanda algum tempo. O que preocupa é o contrário: a falta de empenho da maioria dos atletas e a excessiva quantidade erros. Justamente quando a atitude deles deveria ser de mostrar serviço ao novo técnico.

O início no Brasileirão é ruim e na Libertadores as últimas partidas evidenciaram uma fragilidade preocupante. Os chutões para o ataque continuam, os laterais apoiam mal e a bola não chega redonda ao ataque que, por consequência, faz poucos gols. Tudo isto sobrecarrega o setor de defesa (o único que se salva). Mesmo com todo bombardeio que vem sofrendo dos adversários, Vitor e os zagueiros gremistas estão dando conta do recado.

Com resultados que não empolgam a torcida é normal que surjam também as críticas. Algumas delas falam em amadorismo no departamento de futebol do clube, outras põem em dúvida a qualidade de alguns jogadores e sugerem dispensas. Alguns pedem contratações em caráter de urgência, mesmo cientes de que o mercado está escasso de jogadores que possam fazer a diferença e de que a situação financeira do clube é ruim. Excluindo-se os mais radicais e exagerados, todas críticas têm seu pingo de pertinência.

O melhor é aguardar mais alguns jogos antes de falar sobre o futuro do Grêmio em 2009. Acreditar apenas na imortalidade é um erro. Mas entre todos os erros que se pode cometer este é o menor deles com certeza. Se ainda pudéssemos nos apegar somente na camisa Tricolor... mas deixaram ela tão feia.

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Sem traumas, por supuesto

Eu gosto do futebol argentino. Da catimba, da força, da manha, da virilidade, da marcação e do jeito brigador, raçudo. É claro que quando se fala na nossa "alma castelhana", todos estes ingredientes estão presentes. Mas o futebol argentino tem o Boca Junior. E aí me dá uma mistura de admiração e medo. Claro, eu traumatizei.
Por isto, ver o Boca ser desclassificado da Libertadores 2009, como foi há alguns instantes, pelo Defensor (Uruguai), dentro da Bombonera, soou para mim como uma notícia tão boa quanto a chegada de Autuori.
Sem o Boca o tri fica mais fácil, sim. Não precisaremos, pelo menos, brigar com os nossos próprios fantasmas e traumas. Ufa!
Vai com Deus, Riquelme.

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Eu, paranóico?


Eu acho que não sou paranóico. Pelo menos não há nenhum diagnóstico oficial. Mas que, como gremista, eu me sinto perseguidos pelas arbitragens, isso lá é verdade. E os fatos de Atlético MG e Grêmio, no sábado, em plena segunda rodada do Brasileirão, me fizeram olhar para os lados e fechar a cortina.

- Acho que estão nos roubando, disse baixinho para minha esposa.

Mas enquanto eu sussurrava uma desconfiança - era intervalo do jogo – o Souza berrava nos microfones dizendo que o juiz era mal educado, que se referia com grosseria aos jogadores do Grêmio, que ameaçava expulsar e por aí afora. Ainda no primeiro tempo um grandalhão do Atlético deu uma cotovelada feia, se não me engano, no Tcheco. O pessoal da Sport TV foi unânime em caracterizar como agressão. “Ele fechou o punho antes de levar o cotovole para trás. Houve intenção”, disse o cara na TV. Então, neste caso, não se trata de mania de perseguição.

A quantidade de pequenas faltas não marcadas, especialmente sobre Souza e Tcheco foi uma grandeza. E eu ali, desconfiado. Uma mão na bola dentro da área, na cara do juiz, e o cara não deu o pênalti. E eu cada vez mais cabreiro. Expulsou o Andilson por uma falta boba. E eu me escondi atrás do jornal. E lá nos quarenta a seis o cara marca, contra o Tricolor, um pênalti que não houve (opinião do pessoal da TV, também). Aí eu puxei uma coberta sobre a cabeça e disse para a Soninha “cuidado, estamos em perigo”.

Aí começou a passar o filme das ameaças do Tribunal, que queria tornar retirar do campeonato meio time, no ano passado. Na tela da minha cabeça se multiplicaram as imagens dos “pequenos erros” que comprometeram campanhas heróicas. Nem sempre nosso espírito imortal sobrevive aos “condicionamentos” da arbitragem. Não podemos jogar uma batalha dos aflitos por semana.

É bom ficar de olho, pode ter uma armação aí. Estão nos perseguindo.

Ou eu sou paranóico?

quarta-feira, 13 de maio de 2009

A gripe dos Frangos

O México possui uma população de aproximadamente 109 milhões de pessoas. Em 1620 delas foi confirmada a chamada gripe suína. Ou seja, 0,001% da população mexicana foi afetada pela doença. As últimas notícias de lá apontam um controle cada vez maior sobre o avanço desta mazela.

Mesmo assim, atendendo a pressão de dois clubes (São Paulo e Nacional-URU) COVARDES e MEDROSOS, a Conmebol comunicou a eles que não deveriam viajar ao México para realizar o primeiro jogo das oitavas-de-final da Libertadores, sob pena de poderem sofrer os efeitos da tal gripe. E não me venham dizer que esta foi uma decisão unilateral da Confederação. A trágica opção encontrada foi a realização de somente uma partida, na casa dos covardes. Como não poderia deixar de ser, os clubes e a Federação Mexicana rejeitaram a idéia e comunicaram a exclusão dos dois da competição. Com isso, São Paulo e Nacional estão automaticamente classificados para as quartas-de-final, sem precisar jogar. Uma grande vantagem, sobretudo para quem participa paralelamente de um campeonato nacional e sofre com o desgaste físico.

Talvez este seja o primeiro post que não fale do Imortal e não significa receio ou medo em enfrentar qualquer uma destas duas equipes favorecidas nas próximas fases da Libertadores. Serve apenas para destacar que, por um canetaço, a LA09 está manchada. Privilegia alguns, desprestigia outros. Ao invés de sugerir uma saída mais diplomática para o problema, mancha sua principal competição.

Os clubes mexicanos não deverão mais participar da Libertadores. Convenhamos, algo que, realmente, jamais deveria ter acontecido. Afinal, os tequileiros buscam a classificação para o Mundial de Clubes através de uma competição organizada pela Concacaf. Isto significa que, mesmo se algum deles vencesse a Libertadores, quem se classificaria para o Mundial seria o vice-campeão (desde que também não fosse mexicano).

Com uma atitude irresponsável destas, digna de um dramalhão mexicano, a Conmebol e os clubes envolvidos mostram os sintomas do mal que os afeta. E não estou falando da gripe suína...

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Pensamentos imperfeitos

Até me esforço para não fazer teoria sobre o desempenho do nosso time-sem-técnico, mas a tentação é grande. Então, bem rapidinho, pensamentos avulsos e imperfeitos:

- Sem o comando daquele que não se deve dizer o nome o time ganhou uma incrível leveza, uma fluência que não existia sob o mau humor do que se foi. Aliviou.

- Com um centroavante que faz gol a vida fica mais fácil e mais simples. Aquele alemão desengonçado tá mostrando serventia.

- Impressionante a moleza do Tcheco. Vai dançar logo.

- Porque não testam Alex Mineiro e Maxi no ataque? O Jonas “quase gol” é de chorar.

- O novo treinador, se chegar um dia, vai mexer neste esqueminha de agora. Vai botar gente pra rodar e podem reaparecer no time o Douglas (no lugar do Tcheco?), o Makelele e o Perea.

- Chegar ao fim da Libertadores com o Fábio Santos será um desafio aos nervos. Parece que o Joílson assume para o Brasileiro. Menos mal.

- O plantel parece que tem qualidade para fazer bonito no Brasileiro.

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Libertadores

Estão dando esse time peruano como favas contadas, mas não sei, não. Um time chamado San Martin em um torneio chamado Libertadores da América? É um jogo perigoso. A gente deveria ter contratado o Bolívar para dar uma equilibrada...

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Só para registrar

O primeiro gol do Souza contra o Boiacá Chicó foi mais bonito e mais difícil que o do gordo do Corinthians.
Registre-se.
Tenho dito.

terça-feira, 28 de abril de 2009

A Tricolor

Confesso que a última atuação de Maxi López me surpreendeu positivamente. Nunca duvidei das capacidades do argentino, apenas considerava um risco um investimento tão alto. Hoje pode ser o jogo de sua confimação. Vão ficar faltando ainda os gols de Alex Mineiro e Herrera. Só assim a torcida ficaria plenamente confiante no setor de ataque do time da Azenha.

O interino Marcelo Rospide vai para sua terceira partida. Invícto, deverá ser o técnico até a chegada de Paulo Autuori no final do mês de maio, quando o Campeonato Brasileiro já tiver começado e a Libertadores estiver na fase de mata-mata, mais precisamente nas quartas-de-final. Rospide não é bobo. Sabe o que quer e tem o grupo ao seu lado. Ao assistir recetemente uma entrevista dele ao canal TVcom, pude confimar aquilo que já acreditava: ele pode SIM ser o técnico até a chegada de Autuori.

Rospide não é auxiliar técnico, é treinador. Tem a experiência de já ter trabalhado com profissionais como Tite e Mano Menezes, por exemplo. Falta apenas mais tempo de cancha para que possa mostrar seu trabalho. Acredito na vinda de Autuori, mas como segunda opção apostaria na efetivação de Rospide.

E hoje é dia de bater o Boyacá em casa e garantir a melhor campanha na primeira fase da Libertadores. Não que isso seja fundamental. Em 2007 o Grêmio foi fazer um segundo jogo em casa somente na final e não adiantou. Se não é imprescindível, ao menos serve como motivação para um grupo de atletas qure têm qualidades. Faltam apenas alguns ajustes como um aproveitamento melhor nos passes e nas conclusões a gol.

Rospide, Autuori, Maxi, Alex... pouco importa quem vai fazer a diferença. É a camisa que pesa mais. É ela que acalenta até os mais duvidosos e desacreditados.

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Melhor assim

A vitória tranquila do Grêmio sobre o Universidad do Chile não inspira nenhuma grande tese sobre o desempenho e o futuro tricolor. Exceto uma observação que se faz imprescindível: o time está mais leve, parece que desassombrado.
Tenho a impressão que é a distância do ex-técnico – aquele que não se deve dizer o nome – que alivia o clima, deixa o ambiente mais favorável. Nos últimos tempos o time parecia estar permanentemente sob uma nuvenzinha preta. Acho que era a sombra do mau humor e dos resmungos que emperrava as energias do coletivo. Vade retro.
Com este novo astral o time erra menos, rende mais, se esforça mais.
Mas na dá para formular nenhuma tese ainda. Só confirmar o dito popular: “Antes só do que mal acompanhado”.

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Na espera

A demissão de Celso Roth provocou nos meus colegas blogueiros uma vontade enorme de opinar sobre a decisão mais acertada da atual direção do Grêmio até agora (acertada, porém, atrasada). Foram diversas postagens nas últimas semanas.

Ao contrário de alguns, decidi por escrever algo somente quando fosse anunciado o nome do novo comandante Tricolor. Pois bem, cansei de esperar!

Paulo Autuori é o preferido dos mandachuvas gremistas. Gabaritado, culto, inteligente, estrategista, vencedor. Na minha opinião um dos cinco melhores treinadores brasileiros em atividade (juntamente com Felipão, Muricy, Luxemburgo e Mano Menezes). Seu perfil e currículo mostram que aguardar por ele é prudente. Até porque a equipe possui apenas mais dois compromissos em abril. Ambos decisivos, porém não será a falta de treinador empecilho para que se busquem as vitórias nestes dois confrontos.

No caso de uma negativa com relação a contratação de Autuori, qualquer plano B é arriscado. Nomes como Dorival Júnior e Geninho representariam um risco bem menor, até porque também são bons treinadores. São qualificados e respeitados por onde passaram. A contratação de um treinador sem expressão como Gilmar Iser ou até o próprio China (campeão mundial com o clube em 83 e que se ofereceu esta semana para ser o treinador do Grêmio) seria a aposta no barato que pode sair caro. Isto porque estamos falando em Libertadores. No caso de uma competição tiro longo como o Brasileirão, até seriam alternativas a serem consideradas.

Mas ninguém representa mais riscos ao Grêmio que Renato Portaluppi. É indiscutível o que ele fez como jogador, tornando-se o maior ídolo da torcida gremista em todos os tempos. Assim como é indiscutível sua enorme capacidade de provocar nos ADVERSÁRIOS dos clubes que dirige uma vontade incrível de vencer. Com declarações e comportamentos, no mínimo, desastrados, Renato é o treinador-boleiro, sem papas na língua e com uma auto-confiança que estrapola os limites éticos.

Tem a seu favor a identificação com o clube e com a torcida, um currículo razoável e a disponibilidade imediata para ocupar o cargo. Se a diretoria gremista busca um nome para um trabalho bem planejado, a médio e longo prazo, esperar por Autuori é o ideal. Mas se optarem por uma lua-de-mel com a maioria dos torcedores, então Renato é a melhor opção.

Aguardemos. Se bem conheço este clube, muitas surpresas ainda podem acontecer.

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Vínculos

Fábio Koff, para variar, tem toda a razão. Para recuperar a confiança da torcida, o Grêmio precisa de um treinador que tenha ligação com o clube. Nesse sentido, a direção está mais do que certa se aposta nos nomes de Paulo Autuori e Renato Portaluppi - este, o preferido de Koff.

Renato é símbolo de vitórias gremistas e da flauta ao nosso maior rival. Tudo que precisamos nesse momento, no fim da era das desculpas e dos poréns. Mas o cordato Autuori - de passagem apagada pela co-irmão e eterno primeiro colocado na fila para entrar no clube dos principais técnicos do Brasil -, o que tem a ver com o Grêmio?

Fácil: ele, como nós, tem duas Libertadores e um Mundial.