terça-feira, 7 de abril de 2009

Merchandising

As câmeras de TV, no intervalo de Grêmio 3 x 0 Aurora, flagraram um cartaz, destes que o pessoal leva para o estádio, muito interessante:
"Faça como os jogadores do Inter: assista a Libertadores pela Sportv".

Será?

Antes de Celso Roth tirar o agasalho tricolor ou de Renato Portaluppi receber a primeira ligação, o Grêmio já havia contatado e sido dispensado por dois treinadores: Geninho, do Atlético Paranaense, e Nelsinho Baptista, do Sport. Isso, é claro, segundo a imprensa especializada, já que o clube nega. Nos dois casos, os treinadores teriam resistido ao assédio em nome dos compromissos com os clubes que treinam.

Substituir Roth por Geninho seria apostar em uma renovação dentro do mesmo estilo. Não duvido que a querida direção tenha pensado nisso. Estranho é o caso Nelsinho. O treinador nem havia sido citado nas especulações e já acionava sua assessoria de imprensa para lançar uma nota rejeitando o suposto convite oficial.  Que espécie de pessoa recebe um convite desses em sigilo e faz uma recusa pública espalhafatosa? Não dúvido que seja tudo jogo de cena, pra motivar a equipe do Sport amanhã contra o Palmeiras.

O mundo conhece esse treinador - em especial os torcedores do co-irmão, abandonados por ele em meio a uma campeonato por conta de algumas notas corintianas de cem. Se foi convidado e recusou, é uma boa notícia.

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Que seja um metafísico!

O Grêmio tem um time modesto. Há anos compra jogadores baratos e, em algumas vezes que resolveu abrir a mão, comprou errado. Coisas do futebol. Como também é do futebol o fato de que alguns de nossos mais valorosos títulos foram vencidos com times modestos, com jogadores cujos nomes foram virtualmente cobertos pela poeira do tempo. Os times modestos e vencedores eram impulsionados pela mítica da alma castelhana. O velho Grêmio de resultados e jogo feio, de vitória e chutões, de minguados um a zero e taça no armário.

Nos últimos anos a inanição tricolor tem se dado pela falta deste componente mítico, metafísico, que já nos fez vencer o invencível e angariar a fama de imortais. Por que? Porque, desde a saída de Mano Menezes, ninguém injetou esta cultura aguerrida no vestiário. Vagner Mancini nem teve tempo de mostrar ao que veio e este que não se deve repetir o nome, implantou o reino da desculpa. Um racionalismo fajuto, um conhecimento de almanaque, que suprime a gana de vencer e a vontade de lutar.

Daqui algumas horas, teremos um novo treinador. Que seja alguém capaz de restaurar a alma castelhana do time. O plantel é modesto, já disse, mas há gente guerreira lá. O Herrera, por exemplo, não é este molenga que temos visto. Este menino Adilson, já mostrou que tem DNA tricolor. Mas não vou me estender em exemplos. Dá para fazer este elenco render, afirmo.

Precisamos de um técnico com sangue nas veias, com vontade de vencer, que não se desculpe, que se envergonhe com derrotas, que se indigne com corpo mole, que faça o time jogar com o que tem e como pode. Um técnico que vença, que entenda o Grêmio e sua metafísica.

Se o time brigar de verdade a gente aplaude, até perdendo. Já cantamos o nosso hino cheio de tristeza e lágrimas exaltando, mesmo na derrota, o espírito guerreiro. Mas não admitimos desculpas e elucubrações derrotistas.

Agora é a Libertadores. O nosso habitat, a nossa copa. A mítica tricolor está no seu terreno preferido, só precisamos de quem a faça brotar e crescer.

Alívio

O homem chega à entrada do estádio Olímpico, vai até o segurança e pergunta:

- Posso falar com o Celso Roth?
- O Celso não está. Ele não é mais mais treinador do Grêmio.

Ele agradece e sai, tão de mansinho quanto chegou. No dia seguinte, aparece de novo. Vai até o mesmo segurança e repete a pergunta.

- O Celso Roth está?
- Não. Ele não está mais treinando o Grêmio.

Diz obrigado, vai embora, caminhando. Volta mais uma vez no dia seguinte, como quem cumpre um ritual.

- O Celso Roth?
- Mas eu já te disse que ele não é mais treinador do Grêmio!
- Desculpa, mas é que é tão bom ouvir isso...

Fim

Ele se foi. Acabou uma era em que as derrotas sempre tinham justificativa e as vitórias um porém.

domingo, 5 de abril de 2009

Inter comemora com Celso Roth e Gabirú

Quando o locutor do estádio recitou as escalações dos times para o Grenal, o nome mais aplaudido foi o de Celso Roth. Claro que a maioria dos presentes vestia vermelho e sabe que o técnico do Grêmio é o seu melhor aliado.Não venceu nenhum dos sete grenais em que comandou o tricolor. Coerentes do começo ao fim, os torcedores colorados, logo que seu time virou o placar, pediram: “Fica Celso Roth”.
O problema é que a diretoria do Grêmio ouve a torcida adversária e ignora o pedido dos tricolores que rogam desesperadamente a demissão do treinador. É incompreensível, inaceitável, inexplicável.
Celso Roth deve estar feliz, pois livrou-se do Gauchão que tanto menospreza. Agora só resta a Libertadores, que não é pouco, mas parece ser muito mais do que o time que não vence grenais possa alcançar.
Este texto foi escrito logo após o jogo e, embora as equipes de rádio especulassem a demissão de Roth, o presidente Duda repetia nos microfones que “não muda nada”. Adoraria ver este desabafo caducar rapidamente. Falam de Geninho, Renato, Espinosa. Qualquer um é melhor do que Roth.
Mas parece que contentar os outros do ano do seu centenário é a medida do momento. Até um simpático aviãozinho sobrevoou a festa deles com uma faixa que dizia “100 anos do Inter. Saudações Tricolores”. Aliás destaque-se que os grandes astros das comemorações deles foram o grande craque Gabirú e Celso Roth.
Reza fraca, desculpem.
Trindade, Florianópolis. Tarde de domingo.
O dia começou lindo e está terminando com chuva, cinzento.
Ouço o GREnal pela Gaúcha, na Internet.

Passei uns tempos distante das notícias do Grêmio.

Voltei hoje.
19': Gooooool!!!Tricolor abre o placar de pênalti.
O professor Ruy Carlos Ostermann comenta:
"Agora vem o inevitável, o Inter vai pra cima".

Sim, professor, também é inevitável o coração acelerar agora.
Ainda mais no centenário do adversário.

Volto no final do jogo.
Agora é rezar!

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Mais uma vez

Quantos vexames são necessários para se esgotar o crédito de Celso Roth com a direção gremista? Se eu soubesse, calcularia o prazo pela média atual e pararia de acompanhar as notícias do clube nesse período. Como um exilado político tentando esquecer o ditador estabanado que comanda seu país.

Claro que, junto com as milhares de vozes que pedem a cabeça do limitado treinador, a gente vê por aí meia-dúzia de "pragmáticos". É gente que se faz de ponderada para parecer inteligente. Eles dizem que não existe ninguém melhor no mercado, que trocar de treinador agora é jogar a Libertadores fora e começar a pensar no Brasileiro.

Demitir Celso Roth não significa desistir da Libertadores. Não significou para o São Paulo, quando precisou substituir o Leão e trouxe Paulo Autuori. O importante é o nosso querido presidente saber achar o Autuori da vez - quem sabe o próprio. Roth chegou a seu teto e a prova disso que é não pára de dar cabeçada.

Não podemos perder outra piada

Depois de o Inter ter roubado aquela Libertadores de 2006, perdemos a piada do "Intermunicipal" e "Interestadual". Então precisamos jogar o Grenal de domingo com os titulares. Com os reservas, corremos o risco de tomar uns 10 e, aí, até o "O primeiro Grenal a gente não esquece" também vai por água abaixo.

O que espero, do fundo do meu coração ainda pulsante, é que o o nosso treinador escale os titulares, a gente perca (jamais pensei que poderia torcer por isso, mas são coisas que o Roth tem feito com nos torcedores) por 1 a 0 e o meu conterrâneo seja demitido. 

Ainda no domingo, o nosso presidente (noffa!) anuncia o Renato e fica tudo bem. O Portalupi chega na segunda-feira à tarde e, na entrevista antes do primeiro treino, diz: "Pra vencer esse Aurora não precisa nem treinar. Vou só conversar com o pessoal e pegar umas dicas de novas churrascarias." Além do bom futebol, o bom humor também vai voltar ao Olímpico.

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Para Roth, Douglas Costa "não sabe m... nenhuma"

Paula Santana mostra sua indignação com a postura truculenta de Celso Roth, que insiste em preterir o talentoso menino Douglas Costa. Vale a pena rodar o videozinho aí embaixo.