segunda-feira, 9 de março de 2009

Só mais um passinho...


Vai lá, Roth! Tá no caminho certo!

Crédito: Sinovaldo, Jornal ZH

domingo, 8 de março de 2009

Eu gosto do azul

Amanda tem oito anos. Filha de pais separados, ainda não conseguiu decidir muita coisa em sua vida. Hoje, mora com os avós paternos, uma família gremista. Não menos fanática por futebol, a família da mãe é palmeirense, mas a mãe insiste em torcer pelo Flamengo, mesmo que não saiba o nome de um único jogador da time.

A rotina da família paterna de Amanda acabou levando a menina para o caminho deles, o do Grêmio. Ganhou uma camisa do time, quando acompanhava o Campeonato Brasileiro apenas pela corrida dos cavalos, apresentada semanalmente no Fantástico. Uniformizada, assistia os jogos no bar do Grêmio. Naquele bar, o pai conheceu uma legião de torcedores, e com eles foi acompanhar o jogo contra o Coritiba, em Porto Alegre.

Aquela foi a primeira viagem longa de Amanda. Sim, ela viajou mais de oito horas para ver o Grêmio jogar. No ônibus, a torcida passou a noite cantando. Amanda não reclamou: tocou o bumbo e cantou todas as canções com eles até que, cansada, dormiu. O pai passou o dia envolvido com os tramites da excursão. Na hora do jogo, atenção total à menina. Pai e filha estavam finalmente no Olímpico Monumental, e os dois vestiam o manto azul. Seria perigoso para Amanda ficar na Geral, mas o pai a colocou nos ombros.

No estádio, Amanda cantava as músicas que havia aprendido no bar e também durante a excursão. O Grêmio tinha feito uma boa partida: Tcheco e Héverton marcaram para o time porto-alegrense. Ariel Nahuelpan descontou para o Coritiba. Aquele resultado podia não significar muito para Amanda. A emoção de assistir um jogo, sim. Já nas arquibancadas, Amanda puxou a camisa do pai. Os olhos da menina estavam marejadas tamanha era a festa da torcida do Grêmio. Com a voz doce que lhe é peculiar, Amanda disse ao pai: “eu gosto do azul”.

quinta-feira, 5 de março de 2009

Esperando, esperando...

Uma coisa é perder um grenal no estádio adversário. Outra é empatar (e quase perder) com o Ypiranga de Erechim dentro Olímpico.
Deixa o Celso Roth para ver onde vai dar...
Tenho dito.

terça-feira, 3 de março de 2009

E se a canoa virar?

A pressão sobre Celso Roth vem de todos os lados. Bons resultados contra Ypiranga e Santa Cruz podem até acalmar os ânimos durante a semana, mas um mau resultado diante do Boyacá Chicó pela Libertadores dia 11 de março seria catastrófico e, certamente, representaria o fim da "Era Roth" no Grêmio. E se o pior acontecer? Que ele não serve para o Tricolor já sabemos, entretanto quem pode assumir o time nesta etapa e levar a equipe às conquistas do Gauchão e da América?

O mercado está bastante escasso de treinadores qualificados. Fica ai a oportunidade para as sugestões de vocês. Opinem!

segunda-feira, 2 de março de 2009

As esperteza de Roth

Tenho uma teoria sobre o digníssimo que comanda nosso time. Ele se faz de trabalhador, mas no fundo é um vadio. Lembro que em 2005, Celso Roth, demitido do Flamengo, estava sem clube. Mas pamem: os cariocas, mais Goiás e Atlético/MG pagavam salários ao treinador (era o cumprimento parcelado do contrato ou a grana toda à vista). Então, acho que este senhor que perde até bigode quer mesmo ser mandado embora do Imortal e passar o resto do ano curtindo a indenização.

Gremistas criam blog para exigir saída de Roth

Um gremista que se apresenta apenas como "Indignado" acaba de criar um blog da "Campanha Oficial Fora Celso Roth". Como todos os gremistas de bom senso ele teme que a diretoria espere que aconteça o pior para substituir o treinador.
Rumo ao tri da Libertadores, sem Celso Roth.

Escrito

O prefeito resolveu reunir os quase 30 nomes do primeiro escalão de seu governo e outros tantos do segundo para uma longa reunião no domingo em um belo hotel no centro de  Joinville. Das 9h às 17h, eles discutiram o planejamento estratégico da prefeitura e como diabos vão tirar do papel o plano de governo com o cofre raspado como está.

Eram 15h45 quando o repórter, no caso, eu, se mandou para o hotel à espera de uma migalha de informação. Fiquei, assim, longe de qualquer informação sobre o primeiro tempo e o começo do segundo do Grenal de ontem. Pensei em conversar sobre isso com o secretário de Planejamento, outro gremista, mas a pauta não era essa.

Cheguei à redação e o colunista, colorado, logo informou: 1 a 0 inter. Com a cabeça cheia de informações e detalhes para a matéria, foi fácil fingir que não tinha acusado o golpe. Ainda conversava sobre a reunião quando alguém gritou "gol do Grêmio". Corri para meu pc, abri o minuto a minuto do clicrbs, vi que o gol era de Alex Mineiro. 

Desci a barra de rolagem para o começo da narração digitada. O soco na mesa que dei quando li a primeira frase fez toda a redação olhar pra mim. "Roth surpreende e escala Diogo no lugar de Jonas". Maktub. Vontade de não ver mais nada. Claro que não ia dar certo.

Liguem pro Renato. Eu prefiro dar vexame a ser vice de novo com esse filho da puta. 

domingo, 1 de março de 2009

Retranca intelectual


Não quero ser insistente, nem implicante, nem pessimista. Mas a direção do Grêmio precisa escolher entre conquistar títulos ou acolher o Celso Roth. Está mais do que comprovado que este senhor não tem a menor condição de conduzir uma equipe do tamanho do Grêmio.
Sua fama de retranqueiro ultrapassa o limite das táticas de jogo. Roth sofre de uma espécie de “retranca intelectual”, de uma incapacidade de articular pensamentos um pouco mais complexos do que o óbvio. Ideias antigas (e poucas) de postam em frente à mente do professor com volantes toscos e não o deixam pensar um time moderno, eficiente, compacto. O Brasileirão do ano passado mostrou a falta de repertório do técnico, a ausência de recursos do conhecimento. O jogo de estreia na Libertadores foi um compacto da falta de alternativas técnicas.
Com falas esquisitas, evidencia a sua incapacidade de situar-se nos momentos do time, de entender o que é o Grêmio e o que é futebol. Vejamos algumas asneiras que o professor disparou na sexta-feira. “O grenal importa pouco. Eles (a torcida) querem ganhar tudo”. Então, porque jogou? Porque não escalou os reservas? Foi assim que ele “motivou” o time para entrar em campo?
Perdeu a possibilidade de assegurar a vaga na final do Gauchão e ter um mês para se preocupar só com a Libertadores. Agora, a sua teimosia, nos fará penar nos dois campeonatos, com grande possibilidade de fracassar nos dois.
Isto é a retranca intelectual. Mais séria do que a opção de entrar num grenal com apenas um atacante e com uma população de volantes.
Começou o ano perdendo dois grenais, perdendo dois preciosos pontos em casa na Libertadores (contra um time medíocre). O que falta para ver que não dá? Wagner Mancini foi demitido invicto no posto para dar lugar a este senhor. Porque a diretoria não tem a mesma ousadia para substituir este limitado de carteirinha?

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Sofrido (como sempre!)


Estou convencida que todo gremista precisa ter um coração forte, porque o que a gente sofre é inacreditável! Em 2008 foi sofrimento até o último jogo. O primeiro grenal do ano foi sofrido. E a Libertadores também começou assim, sofrida. A charge do Sinovaldo, publicada no Jornal NH, de Novo Hamburgo (RS), reforça uma triste constatação que tivemos na quarta: até a bola está sofrendo pra entrar.
Este ano o tricolor conquista a América de novo, mas não sem antes sofrer um pouquinho, como naquela semifinal de 2007, contra o Santos.

Haaaaja coração! - como diz o narrador mais mala de todos os tempos.

Reforço na torcida. Agora vai!

Esta aí o grande reforço da torcida tricolor para o ano. Wanda Nara, a modelo-celebridade-mulher-do-Maxi-Lopez já está em Porto Alegre. Tá certo que deu a luz a um menino faz pouco mais de um mês, mas logo vai vestir a camisa tricolor, como já vestiu a do Barcelona.
Alguém vai ficar com saudade da Débora Secco?

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Sobre Professores e universitários

Um bando de universitários chilenos vieram curtir o final do carnaval em Porto Alegre. Em Porto Alegre? Pois é. Devem ter passado pelo Rio ou pela Bahia antes. Mas o objetivo principal destes fanfarrões era um curso intensivo de futebol que teriam com Professores tarimbados, matutos, na capital gaúcha. Talvez cansados após a folia, ou preocupados muito mais em fazer seu dever de casa do que em receber seu certificado de Libertador da América, os "chinelinhos", ops... chileninhos entraram na sala de aula abatidos, desmotivados, despreocupados.

Os Professores, estes sim, animados com a possibilidade de voltar ao momento mais alto do ano letivo, logo trataram de mostrar tudo que sabiam. E foi assim, a aula inteira: Mestres ensinando, e alunos desdenhando todo o conhecimento. Nem após o recreio os universitários voltaram mais bem-dispostos. Praticaram apenas seu instinto de defesa, sem qualquer atitude. Para os Docentes uma dificuldade ainda maior. Tanto esforço para transmitir seu conhecimento para uma turma de molóides, fechados, trancados, seria complicado, mas não impossível.

Mas o final da aula foi chegando... chegando... e o principal lição, aquela que realmente pode transformar um simples estudante em Libertador, não foi passada. E não foi por falta de tempo ou por esquecimento. Faltou prática aplicada ao método. Montaram a ementa mas não a cumpriram até a última linha. Talvez culpa do nervosismo da primeira aula do ano.

Ficou a sensação de que, mesmo sem a grande lição, este ano promete. Foram 90 minutos catedráticos e aguerridos. Tudo fruto do espírito Libertador inerente nas veias de quem leciona futebol de verdade há quase 106 anos no Monumental. Pecar pelo excesso de oportunidades perdidas acalenta o torcedor (ou ao menos deveria). Pior seria pecar pela falta. Ai sim qualquer universitário poderia ser um Mestre.